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Sempre somos questionados por que os medicamentos no Brasil são tão caros. O que muita gente não sabe é que os preços cobrado nas farmácias é definido pelo governo federal, através da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), esta por sua vez limita o preço máximo ao consumidor (PMC), desta maneira os valores dos medicamentos é sempre quase o mesmo, podendo variar de estado para estado dependendo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria) cobrado.
O que acontece muito para baixar preços de uma farmácia para outra, são os descontos oferecidos de uma farmácia para outra.
O Jornal de Santa Catarina, em sua edição impressa de hoje, ilustra bem o que acontece com os preços dos medicamentos no Brasil, em uma matéria de 2 páginas. Foi feita uma comparação de preços de alguns medicamentos em 8 países. Leia abaixo a integra da reportagem.
País do remédio caro
Medicamentos no Brasil têm preço muito maior do que em países com custo de vida mais alto
Custa muito mais viver na Europa do que no Brasil, certo? Depende. Se você for um doente brasileiro, são grandes as chances de que seu tratamento saia bem mais caro do que o de um europeu, usando os mesmos medicamentos.
IMPOSTOS ABUSIVOS
Um dos principais componentes do amargo composto financeiro dos remédios é a pesada carga tributária que incide sobre medicamentos. Levantamento feito em 23 países mostra que o Brasil é o que injeta mais imposto no custo dos remédios: o equivalente a um terço do preço cobrado do consumidor, devido à sobreposição de alíquotas como o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o PIS/Cofins. Isso é mais de cinco vezes acima da média mundial.
MARGEM DE LUCRO
O valor dos produtos no Brasil é limitado por uma lista de preços máximos ao consumidor definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Essa listagem tolera um acréscimo de até 38% entre o preço de fábrica e o de varejo – margem destinada ao lucro das farmácias. Além disso, conforme o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum), em vez de forçar uma redução nos preços, o tabelamento acaba mantendo os lucros da indústria farmacêutica em patamar elevado.
PREÇO DO FABRICANTE
A maior parte dos medicamentos entrou no mercado brasileiro antes de 2004, quando o controle de preços por parte do governo era menos rígido. Isso faz com que os laboratórios possam manter os valores altos da época. Essa herança infla o custo principalmente de remédios cujas fórmulas ainda sejam protegidas por patentes, livres da concorrência dos genéricos. A partir de 2004, medicamentos novos devem limitar o preço ao valor mais baixo praticado em uma lista comparativa de nove países – mas os antigos não precisam seguir essa regra.
Fonte: Jornal de Santa Catarina


